o presidente angolano João Lourenço visitou a província do Cunene 48 horas de trabalho

O Presidente angolano deu início esta sexta-feira, 9 de Julho, a uma visita de trabalho de dois dias ao Cunene, no sul do país, onde se vai encontrar com os governadores das províncias mais afectadas pela seca. "O problema é que a seca é um desastre humanitário cujo progresso vai caminhando lentamente e que aconteceu muito silenciosamente", alerta o director-geral da ADRA Carlos Cambuta.

o presidente angolano João Lourenço visitou a província do Cunene 48 horas de trabalho

O Presidente angolano deu início esta sexta-feira, 9 de Julho, a uma visita de trabalho de dois dias ao Cunene, no sul do país, onde se vai encontrar com os governadores das províncias mais afectadas pela seca. "O problema é que a seca é um desastre humanitário cujo progresso vai caminhando lentamente e que aconteceu muito silenciosamente", alerta o director-geral da ADRA Carlos Cambuta.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Luís Fernando, na agenda de trabalho do Presidente angolano estão previstas reuniões com os governadores das provinciais da Huíla, Cuando Cubango e Namibe.

No Cunene, João Lourenço vai também manter encontros, com representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas da Província. 

O director-geral da Acção Angolana para o Desenvolvimento Rural e Ambiente Carlos Cambuta descreve a visita como "positiva", por se tratar de "uma presidência de proximidade". Embora as pessoas evitem fazê-lo,  Carlos Cambuta não se retrai de fazer uma comparação com o anterior Presidente da República, José Eduardo dos Santos; "João Lourenço é de longe o Presidente que mais visitas faz às províncias".

Apesar da proximidade do Presidente com as suas províncias, o dirigente da ADRA não esconde as reticências, "os problemas da seca no sul de Angola não são de hoje. É importante que não se dê passe uma imagem de que só apenas hoje é que se vai tentar resolver o problema. Não precisamos que o Presidente viaje até aquela localidade para dar contar de uma situação que é bem conhecida de todos".

 Carlos Cambuta acredita que "se tivesse sido declarado anteriormente estado de calamidade na província do Cunene, uma série de esforço, para minimizar o impacto na região, teriam sido tomados. O problema é que este é um desastre humanitário cujo progresso vai caminhando lentamente e que aconteceu muito silenciosamente. Uma declaração de estado de calamidade iria chamar à atenção a todos".

João Lourenço esteve no Cunene em Maio de 2019, depois de ter aprovado por despacho um pacote financeiro de 200 milhões de dólares para resolver problemas para combater os resultados demolidores da seca, incluindo a constução de duas barragens.

Além do Cunene ser afectada por uma ciclica seca no sul do país, foi também uma das províncias afectadas pela praga de gafanhotos que destruiu vários hectares de culturas massango, massambala e milho.

As Nações Unidas, através do seu Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (UNOCHA), tem vindo, a alertar para a gravidade da situação no sul de Angola, em particular para as crianças. Estima-se que mais de meio milhão - entre os 1,3 milhões de pessoas afectadas - em situação de risco, milhares com risco de vida, e a necessitar de intervenção urgente.