As mulheres devem assumir um papel mais activo e de maior protagonismo na política nacional, segundo a conclusão a que chegaram, quarta-feira, a deputada do MPLA Emília Carlota, a presidente do Partido Humanista de Angola, Anabela Malaquias, e a vice-presidente da UNITA, Arlete Chimbinda.
As deputadas intervinham durante um debate subordinado ao tema “As Mulheres na Política Angolana – Vidas e Trajectórias”, realizado em Luanda.
Para a deputada do MPLA, a sua entrada na política resultou do envolvimento juvenil na Organização do Pioneiro Angolano (OPA), onde aprendeu princípios como o patriotismo, respeito pela bandeira e valorização dos heróis nacionais.
“Esses valores deram-nos consistência para a militância política”, afirmou Emília Carlota, revelando que a adaptação a Luanda e ao exercício parlamentar exigiu esforço e disciplina.
“A vida política é exigente e requer comprometimento, sentido de Estado e dignidade. Eu dirigi plenários com figuras históricas do país e percebi que era uma responsabilidade enorme, mais do que poder”, explicou.
Com mais de 17 anos de experiência como, Emília Carlota sublinhou que o trabalho legislativo é minucioso e envolve estudo de leis artigo por artigo, na generalidade e na especialidade.
A presença de mulheres no Parlamento, acrescentou a deputada, deve ser entendida não apenas como uma conquista numérica, mas como um contributo efectivo para a construção de um país mais equilibrado.
Referiu, ainda, que nunca se sentiu discriminada por ser mulher no exercício parlamentar. “Os homens são os nossos companheiros. Não estamos atrás nem à frente, estamos lado a lado”, frisou.
Por seu lado, a presidente do Partido Humanista de Angola, Florbela Malaquias, defendeu maior espaço de intervenção da mulher no cenário político nacional, argumentando que “a sociedade não pode continuar a colocar as mulheres na dispensa, enquanto os homens vão para o altar”.
A líder do PHA realçou que as mulheres, apesar de representarem a maioria da população, continuam sub-representadas nos espaços de decisão. “Nós somos a maioria, somos mães, e este é um aspecto que, por vezes, é subestimado. É um desafio e estamos determinadas a chegar mais longe”, afirmou.
O Grupo de Mulheres Parlamentares, disse Florbela Malaquias, deve continuar a reforçar a advocacia de matérias ligadas à condição feminina, como os direitos de maternidade, o acesso ao emprego e à protecção das famílias.
Explicou que muitas vezes os cidadãos recorrem ao Parlamento para expor problemas de justiça social que “escapam às instituições do Executivo”, acrescentando que o país precisa de enfrentar, com coragem, flagelos como a droga e a prostituição.
Já a vice-presidente da UNITA, Arlete Chimbinda, defende uma paridade total relativamente à participação activa das mulheres na vida política, não só a nível do país, mas também de África e do mundo.
Ao falar sobre os desafios das mulheres na Política, num espaço de debate denominado “Oficina do Conhecimento”, indicou que em alguns países europeus a representação feminina no sector político está evoluída, sendo, ainda assim, exigida maior equidade.
Sublinhou que, a nível de África, a participação das mulheres na Política foi tardia, sendo que o continente-berço tem um longo caminho a percorrer neste sentido.
“No nosso país, temos uma Lei que nos defende, no que diz respeito à participação das mulheres na Política ou nos cargos de direcção, de decisão política ou das políticas públicas”, disse.
Arlete Chimbinda reconheceu, igualmente, que já existem diversas mulheres em sectores-chave da Administração Pública, particularmente em Angola, mas com uma percentagem ainda pequena.
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