O presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, recebeu, esta quarta-feira, em Luanda, em audiências separadas, os embaixadores da Ucrânia, Reino dos Países Baixos e Sudão, com quem analisou o reforço da cooperação interparlamentar, das relações bilaterais e da concertação política internacional.
O embaixador da Ucrânia acreditado em Angola, Andrii Kasianov, considerou o encontro construtivo, e sublinhou o interesse do seu país em aprofundar a cooperação entre os dois parlamentos, por entender que este mecanismo impulsiona as áreas da economia, defesa e direitos humanos, além de contribuir para o bem-estar dos dois povos.
Por sua vez, a embaixadora do Reino dos Países Baixos, Henny De Vries, destacou que a audiência decorreu no ano em que se assinalam 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países, realçando a intenção de reforçar os laços existentes, com enfoque na troca de parlamentares, cooperação comercial no Corredor do Lobito e na plataforma agro-logística da Caála (Huambo), além das áreas cultural e desportiva.
Por seu lado, o embaixador do Sudão, Abderaouf Amir, apresentou ao presidente da Assembleia Nacional a situação do conflito que afecta o seu país há quase três anos, marcada por deslocações massivas da população e destruição de infra-estruturas, tendo igualmente exposto a iniciativa de paz submetida pelo Governo sudanês ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Segundo o diplomata sudanês, a audiência serviu também para agradecer o apoio de Angola ao povo do Sudão e manifestar a intenção de fortalecer as relações bilaterais entre os dois países, visando alcançar paz, estabilidade e cooperação política sustentável, lê-se num despacho noticioso publicado no site da Assembleia Nacional.
O Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, recebeu ainda a provedora de Justiça, Florbela Araújo, com o objectivo de reforçar a cooperação institucional.
Em declarações à imprensa, Florbela Araújo disse que, durante o encontro de cortesia, foram abordadas questões relacionadas com a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, tendo defendido uma maior proximidade com o órgão legislativo.
Na oportunidade, manifestou a necessidade da conclusão de algumas iniciativas legislativas da Provedoria de Justiça, como o Estatuto do Provedor e a Lei de Bases da Provedoria de Justiça, que se encontram em tratamento e poderão dar entrada na Assembleia Nacional, nos próximos meses.
Florbela Araújo deu ainda nota da pretensão de alargar os serviços da Provedoria de Justiça a todo o território nacional, depois de já existir 12 delegações provinciais.
Questionada sobre a problemática do crescente abuso de menores, a provedora da Justiça confirmou que a instituição que dirige tem recebido muitas denúncias, e já criou uma comissão para dar resposta às diferentes reclamações apresentadas.
