O presidente cessante obteve 97,81% dos votos com forte participação, enquanto a oposição denuncia falta de desenvolvimento e desequilíbrios persistentes.
O presidente do Djibuti, Ismaïl Omar Guelleh, foi reeleito sem surpresa para a liderança do país, na sexta-feira, 10 de abril, com 97,81% dos votos, de acordo com os resultados oficiais divulgados pelas autoridades eleitorais.
O escrutínio foi igualmente marcado por uma taxa de participação superior a 80%, número que o governo apresenta como prova de forte mobilização popular e de legitimidade democrática.
As autoridades elogiaram o bom decorrer do processo eleitoral, destacando a estabilidade política do país.
No entanto, do lado da oposição, os resultados têm sido alvo de críticas. Diversas vozes denunciam um processo eleitoral desequilibrado e questionam as condições em que a votação decorreu.
Os opositores apontam, sobretudo, a falta de abertura política e um ambiente pouco favorável a uma verdadeira concorrência democrática.
Para além das questões eleitorais, a oposição destaca os desafios socioeconómicos que continuam a afetar o país. Critica a ausência de um desenvolvimento visível para grande parte da população, apesar dos investimentos estratégicos e da posição geográfica privilegiada do Djibuti na região.
Após vários anos no poder, Ismaïl Omar Guelleh inicia assim um novo mandato num contexto marcado por elevadas expectativas sociais e por crescentes apelos a reformas económicas e políticas mais inclusivas.Este novo ciclo de governação será acompanhado com atenção, tanto a nível interno como internacional, sobretudo no que diz respeito à capacidade do governo em responder às preocupações ligadas ao desenvolvimento, ao emprego e à boa governação.
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