MADRI — O Papa Leão XIV manifestou preocupação com o agravamento das tensões internacionais e alertou para o que classificou como uma “profunda crise espiritual e cultural” que afeta o mundo contemporâneo, defendendo a justiça, o diálogo e o respeito ao direito internacional como pilares essenciais para a construção da paz.As declarações foram feitas durante um discurso no Palácio das Cortes, sede do Congresso dos Deputados da Espanha, em Madri, perante cerca de 500 deputados e senadores.Segundo o Pontífice, a atual crise global reflete-se em diversas formas de violência, polarização política e social, bem como no aumento da desconfiança entre povos e nações.“O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança recíproca. Neste contexto, a paz apresenta-se como uma aspiração política e, mais ainda, como uma verdadeira exigência moral”, afirmou.O Papa também expressou inquietação perante a tendência de rearmamento observada em várias regiões do mundo, considerada por muitos governos como uma resposta às crescentes incertezas do cenário internacional.Para Leão XIV, entretanto, a segurança duradoura não pode ser alcançada apenas através do fortalecimento militar.“A verdadeira segurança, ao contrário, provém da justiça, do diálogo paciente, do respeito ao direito internacional e de uma política capaz de colocar a vida dos povos acima dos interesses que lucram com a guerra”, declarou.A intervenção do líder da Igreja Católica ocorre num contexto marcado por conflitos armados, rivalidades geopolíticas e crescentes preocupações sobre a estabilidade internacional, reforçando os apelos da Santa Sé em favor da paz, da cooperação entre as nações e da resolução pacífica das disputas.As declarações do Papa foram recebidas com atenção pelos representantes políticos presentes, num momento em que os debates sobre segurança, defesa e estabilidade global ocupam lugar central na agenda internacional.
Papa Leão XIV alerta para crise espiritual global e defende diálogo como caminho para a paz
