Com uma mobilização nacional que envolveu as 21 províncias, o projecto liderado pelo Engenheiro Fernando Martins reúne jovens quadros, técnicos e profissionais de diferentes áreas que defendem uma nova forma de participação política e uma governação baseada na competência, ética e serviço ao cidadão.

Luanda — 26 de Junho de 2026
A Comissão Instaladora do Partido Angolano Renovador do Estado (PARE) entregou, na sexta-feira, junto do Tribunal Constitucional de Angola, o processo para a legalização da formação política, num passo considerado determinante para a afirmação de uma nova proposta no panorama político nacional.
O acto marca uma fase decisiva de um percurso iniciado com a organização interna do projecto e uma mobilização desenvolvida em todo o território nacional, que resultou na recolha das assinaturas exigidas legalmente nas 21 províncias de Angola.

Para os responsáveis do PARE, a entrega do processo representa não apenas o cumprimento de uma formalidade jurídica, mas também a consolidação de um movimento político que pretende participar activamente na construção do futuro do país, apresentando uma visão assente na renovação institucional, na participação cidadã e numa nova cultura de governação.
A entrada do processo no Tribunal Constitucional acontece num contexto em que o espaço político angolano continua a registar debates sobre a necessidade de novas ideias, maior proximidade entre governantes e cidadãos e soluções mais eficazes para os desafios sociais e económicos que o país enfrenta.

Uma proposta com visão nacional e presença nas províncias
Um dos elementos destacados pelo PARE durante o seu processo de afirmação é a dimensão nacional da iniciativa.
A mobilização realizada nas 21 províncias é apresentada pelos seus responsáveis como uma demonstração de que o projecto procura construir uma base política abrangente, capaz de compreender as diferentes realidades regionais e incorporar as preocupações das comunidades.
Num país com grandes diferenças económicas, sociais e territoriais, a criação de uma força política nacional exige capacidade de diálogo com diferentes sectores da sociedade e uma visão que ultrapasse interesses particulares.
O PARE defende que a renovação do Estado deve começar pela valorização das pessoas, pelo fortalecimento das instituições e pela construção de políticas públicas mais próximas das necessidades reais dos cidadãos.
Um projecto inspirado na democracia cristã
Inspirado nos princípios da democracia cristã, o Partido Angolano Renovador do Estado apresenta como pilares fundamentais da sua visão política a dignidade da pessoa humana, a justiça social, a solidariedade, a ética na governação, o respeito pelas liberdades democráticas e a defesa do Estado de Direito.
A formação política defende que a actividade pública deve ser entendida como um compromisso de serviço ao cidadão e não apenas como uma disputa pelo exercício do poder.
Neste sentido, o partido procura apresentar uma alternativa baseada numa política mais responsável, onde a competência técnica, a responsabilidade moral e o interesse nacional ocupem um lugar central.
Engenheiros, técnicos e profissionais entram no debate político
Liderado pelo Engenheiro Fernando Martins, o PARE procura também diferenciar-se pelo perfil dos seus quadros, reunindo profissionais de diversas áreas, entre engenheiros, técnicos, trabalhadores e cidadãos com experiência em diferentes sectores da sociedade.

Segundo os responsáveis da organização, muitos dos integrantes do projecto decidiram participar na vida política movidos pelo sentido de responsabilidade nacional e pela convicção de que o conhecimento adquirido ao longo das suas carreiras deve ser colocado ao serviço do desenvolvimento de Angola.
A presença destes quadros reforça uma das principais mensagens do partido: a necessidade de aproximar a política da competência, da ciência, da inovação e da capacidade de execução.
Renovar o Estado : o desafio colocado pelo novo partido
A principal bandeira apresentada pelo PARE está ligada à renovação do Estado angolano.
O partido defende uma administração pública mais eficiente, instituições mais fortes, maior transparência na governação e políticas orientadas para responder aos problemas concretos das populações.
Durante o processo de apresentação da iniciativa, o presidente do PARE, Engenheiro Fernando Martins, reafirmou o compromisso da organização com uma política responsável, humanista e transformadora, orientada para o serviço efectivo ao povo angolano.Na visão dos seus responsáveis, Angola precisa de uma nova dinâmica política capaz de enfrentar desafios como a criação de emprego, melhoria da educação, fortalecimento do sistema de saúde, desenvolvimento económico e redução das desigualdades sociais.
O impacto de uma nova força no cenário político angolano
A entrada do PARE no processo de legalização abre uma nova discussão sobre o papel das novas forças políticas na evolução democrática do país.
A questão que se coloca agora é saber até que ponto esta nova proposta conseguirá transformar a mobilização inicial numa estrutura política sólida, capaz de manter proximidade com os cidadãos e apresentar soluções concretas.
A experiência de novas formações políticas demonstra que a afirmação no espaço público depende não apenas da legalização formal, mas também da capacidade de construir confiança, apresentar programas consistentes e demonstrar coerência entre discurso e prática.
Com a entrega do processo ao Tribunal Constitucional, o PARE inicia uma nova etapa da sua caminhada, procurando afirmar-se como uma força política comprometida com a renovação institucional, a participação nacional e a construção de um Estado mais inclusivo, moderno e orientado para o desenvolvimento.
A evolução deste projecto será acompanhada com atenção pela sociedade angolana, num momento em que o debate sobre o futuro político do país continua a ganhar novos protagonistas.
