Os governos da Índia e da Malásia concordaram hoje em reforçar a sua cooperação em matéria de defesa e energia, entre outras áreas, durante a visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao país do sudeste asiático.

A visita de Modi acontece quando a Índia procura novos mercados comerciais, após a assinatura do seu recente acordo comercial com a União Europeia (UE), e a diversificação das suas fontes de energia, após meses de pressão dos Estados Unidos para que Nova Deli compre menos petróleo russo.

O primeiro-ministro indiano, que chegou no sábado à Malásia, reuniu-se hoje com o seu homólogo, Anwar Ibrahim, para assinar uma dezena de memorandos de entendimento sobre temas que incluem também a educação, o comércio, a saúde, a ciência e a agricultura.

Os dois líderes destacaram os progressos alcançados pela empresa estatal malaia de petróleo e gás PETRONAS “no sector das energias renováveis e do hidrogénio verde na Índia”.

Os dois líderes sublinharam, numa declaração conjunta, “o vasto potencial para uma maior colaboração em iniciativas de energia solar em grande escala, aproveitando a experiência da Malásia para impulsionar soluções de energia limpa e alcançar as suas ambições de emissões zero [de dióxido de carbono]”.

A viagem de Modi à Malásia coincide com o anúncio, no sábado, do acordo provisório entre a Índia e os Estados Unidos, que estabelece as bases para o pacto comercial bilateral, definindo uma tarifa recíproca de 18% e desencadeando a eliminação imediata das tarifas punitivas que Washington estava a aplicar aos produtos indianos.

Embora o acordo não mencione explicitamente a Rússia ou o seu petróleo, o compromisso da Índia em dar prioridade à compra de energia dos Estados Unidos aponta para uma mudança estratégica de Nova Deli, após meses de pressão em relação às suas importações de petróleo russo.

Por outro lado, em relação à defesa, os líderes indiano e malaio elogiaram hoje “a crescente cooperação marítima” entre os dois países, assim como as trocas militares e o aumento da colaboração entre as suas forças armadas.

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