O primeiro dia da greve dos azul e branco, convocada pela Associação dos Taxistas contra o aumento do preço dos combustíveis, transformou-se em um cenário de alvoroço e vandalismo em diversos pontos da capital angolana. A paralisação, que se estende até a próxima quarta-feira, 30 de julho, já causa graves transtornos e levanta preocupações com a segurança pública.
Apesar de ter sido anunciada como pacífica, a greve rapidamente escalou para actos de desordem. A Polícia Nacional de Angola (PNA) e a Polícia de Intervenção Rápida (PIR) foram mobilizadas para vários locais estratégicos, mas enfrentaram dificuldades para conter populares que se insurgiram contra a ordem e a tranquilidade.
Sem a circulação dos táxis, as paragens em Luanda estão abarrotadas, forçando a população a se deslocar a pé ou a regressar para suas casas, temendo por sua segurança. Além dos tradicionais táxis azul e branco, mototaxistas e até mesmo alguns táxis por aplicativo aderiram à paralisação, intensificando o impacto no transporte público.
O cenário é particularmente crítico em zonas como Desvio do Zango, Calemba II, Golfo II e Rotunda de Camama. Nestes locais, foram registados actos de vandalismo e saques, em supermercados como o Arreiou, Nossa Casa e loja da Tecno sendo invadidos. Bens da cesta básica e telemóveis foram levados. Há relatos preocupantes de presumíveis mortes e feridos decorrentes dos confrontos.
Em resposta à escalada da violência, a PNA e a PIR estão utilizando tiros de dispersão e gás lacrimogéneo para tentar controlar a multidão e restabelecer a ordem. A situação é tensa e a expectativa é que os próximos dias de greve continuem a testar a capacidade das autoridades em manter a segurança na capital.
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