O relatório de Práticas de Direitos Humanos de 2024 do Departamento de Estado dos Estados Unidos lançou um olhar crítico sobre a situação em Angola, destacando um quadro preocupante que, segundo activistas, tem vindo a deteriorar-se ainda mais. O documento acusa o país de práticas como mortes arbitrárias, detenções ilegais e severas restrições à liberdade de imprensa.
A análise norte-americana aponta para “relatos credíveis” de uma série de violações, incluindo mortes arbitrárias ou ilegais, tratamento cruel e desumano, e prisões arbitrárias. A liberdade de expressão e de imprensa é identificada como uma das áreas mais afectadas, com o relatório a mencionar “restrições graves”, ameaças de violência contra jornalistas, detenções e processos judiciais injustificados, além de censura.
O relatório também denuncia a proibição ou restrição de sindicatos independentes, limitando a liberdade de associação dos trabalhadores. Outro ponto de destaque é a persistência dos casamentos infantis, uma prática que continua a ser uma séria violação dos direitos humanos no país.
Em resposta às conclusões do relatório, o activista Florindo Chivucute, da ONG Handun’u, que esteve recentemente no Parlamento Europeu a denunciar a situação no país, expressou uma visão ainda mais pessimista. Em entrevista ao canal de televisão português TSF, Chivucute afirmou que a situação “piorou bastante” desde a publicação do relatório, sublinhando que as condições de direitos humanos em Angola continuam a deteriorar-se a um ritmo alarmante.
Apesar da reação do activista, o governo angolano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações contidas no relatório do Departamento de Estado dos EUA.
@Fonte: WD
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