O Sindicato dos Jornalistas Angolanos – SJA, alertou para a possível intimidação a jornalistas da imprensa pública que pretendem aderir à greve agendada para 8 de setembro.
Em um comunicado divulgado nesta semana, o SJA denunciou supostas intimidações por parte das lideranças de empresas de comunicação social, visando desencorajar a participação dos profissionais.
O sindicato afirmou que irá documentar e acompanhar de perto todos os actos que violem a lei para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. De acordo com a nota, a lei angolana protege o direito à greve como um direito fundamental do trabalhador.
A legislação prevê penas de prisão de até seis meses e multa para quem tentar impedir a realização de uma greve lícita através de violência, ameaças, coação ou fraude.
A paralisação, prevista para iniciar em 8 de setembro, mobiliza os jornalistas que buscam melhores condições de trabalho e o cumprimento de acordos firmados com as empresas de comunicação.
As denúncias de intimidação surgem em meio a um cenário de tensão entre os profissionais e as direcções das empresas, levantando preocupações sobre a liberdade de imprensa e o direito de manifestação no país.
Fonte: DW
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