O governo angolano desembolsa anualmente sete mil milhões de kwanzas (cerca de 8,4 milhões de dólares, à taxa de câmbio actual) para o pagamento de salários e subsídios da Função Pública. O valor, que representa uma fatia considerável do Orçamento Geral do Estado, levanta discussões sobre a sustentabilidade das finanças públicas e a gestão dos recursos humanos no país.
Os dados, confirmados por fontes do Ministério das Finanças, refletem o peso da folha salarial do funcionalismo público, que inclui uma vasta gama de setores, desde a administração central e local até à educação, saúde e segurança. A despesa não se limita aos vencimentos base, englobando também diversos subsídios e regalias que, somados, contribuem para o elevado custo total.
Apesar de o executivo angolano defender a necessidade de manter uma administração pública robusta e funcional, a despesa avultada tem sido alvo de críticas por parte de economistas e da sociedade civil. O debate centra-se na dimensão do aparelho do Estado e na eficiência dos serviços prestados. A questão que se coloca é se o país está a obter o retorno esperado por este investimento, ou se a máquina administrativa se tornou pesada e ineficaz.
Especialistas em finanças públicas apontam que a despesa com pessoal é um dos principais desafios para a consolidação fiscal em Angola. A diversificação da economia e a redução da dependência do petróleo são objetivos estratégicos, mas a gestão rigorosa das finanças públicas, incluindo a folha salarial, é considerada essencial para alcançar a estabilidade e promover o desenvolvimento a longo prazo.
A sustentabilidade deste modelo e a possibilidade de uma reforma da Função Pública, com o objetivo de otimizar os recursos e aumentar a eficiência, são temas que continuam a dominar a agenda política e económica em Angola. O governo, por sua vez, enfrenta a difícil tarefa de equilibrar as contas, ao mesmo tempo que garante a qualidade dos serviços públicos e a manutenção dos postos de trabalho.
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