A República Democrática do Congo, maior produtora mundial de cobalto, vai suspender a sua proibição de exportação a partir de 16 de Outubro, de acordo com o Africanews.
O Congo agora controlará o fornecimento global por meio de cotas anuais rígidas de exportação, anunciou o regulador de minerais estratégicos do país no domingo.
Até o final de 2025, as mineradoras poderão exportar até 18.125 toneladas de cobalto, um material essencial para baterias de veículos eléctricos. Os limites anuais aumentarão para 96.600 toneladas em 2026 e 2027.
A proibição, em vigor desde Fevereiro, depois que os preços do cobalto atingiram a menor taxa em nove anos, desencadeou declarações de força maior de grandes produtores, incluindo a gigante da mineração Glencore.
O sistema de cotas, apoiado pela Glencore, mas contestado pela CMOC, visa reduzir o excesso de oferta, sustentar os preços e reforçar o controlo do mercado, especialmente diante do crescente conflito no leste do Congo, onde a mineração ilegal está a ajudar a alimentar a violência dos rebeldes do M23.
O sector de mineração artesanal do Congo, em grande parte desregulamentado, continua sendo um desafio para a rastreabilidade global e o fornecimento ético.
O regulador diz que 10% das exportações de cobalto agora serão reservadas para projectos nacionais estratégicos, e que ele pode recomprar quaisquer estoques que excedam as cotas da empresa. As cotas podem ser ajustadas com base nas tendências do mercado ou no progresso do refino local.
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