O secretário-geral da ONU, António Guterres, encerrou hoje, em Bagdade, a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI), concluindo 22 anos de presença política e a pedido das autoridades iraquianas.
Na cerimónia de encerramento, Guterres confessou que “foi uma honra e uma grande comoção caminhar ao lado do povo iraquiano”, salientando que, apesar do fim da UNAMI, as Nações Unidas “continuarão a acompanhar o Iraque no caminho para a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos”.
As restantes agências e programas da ONU manterão operações no país.
O encerramento, solicitado pelo Governo iraquiano, abre, segundo Guterres, uma fase de “normalização” das relações entre Bagdade e a ONU.
Em conferência de imprensa conjunta com Guterres, o primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Shia al-Sudani, defendeu que “o mundo precisa de compreender que o Iraque é agora um país normal”, defendendo que termina um ciclo de tutela internacional e inicia-se “um novo capítulo de cooperação”.
Sudani sublinhou que a UNAMI desempenhou um papel “crucial” na estabilização do país, nomeadamente em matéria de diálogo político, reconciliação, organização eleitoral e reforma do setor da segurança.
Criada em 2003 por resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a missão operou num contexto marcado por forte instabilidade, incluindo o atentado com camião-bomba que, em agosto desse ano, atingiu a sede da ONU em Bagdade, matando o enviado especial Sérgio Vieira de Mello e outras 21 pessoas.
Ao justificar a decisão de terminar a missão, as autoridades iraquianas consideram que o país recuperou níveis de segurança e funcionamento institucional que tornam dispensável a presença de uma componente política da ONU, após mais de duas décadas de apoio internacional à reconstrução.
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