A União Africana (UA) e a China reafirmaram esta quinta-feira a sua parceria estratégica e o compromisso de apoio mútuo em questões internacionais, durante o 9.º Diálogo Estratégico China–União Africana, realizado na sede da organização continental, em Adis Abeba, na Etiópia.
De acordo com uma nota de imprensa publicada no site da UA, o encontro reuniu o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, que é também membro do Bureau Político do Partido Comunista Chinês.
Na ocasião, os dois dirigentes participaram na cerimónia de abertura do Ano de Intercâmbio Interpessoal China–África 2026, iniciativa destinada a reforçar os contactos entre os povos africanos e chineses.
Segundo o comunicado conjunto, as partes trocaram pontos de vista sobre os esforços China–África para promover a modernização, bem como sobre temas de governanção global, tratamento tarifário zero, a Organização Internacional para a Mediação e as perspectivas de paz e desenvolvimento no Corno de África.
A China e a União Africana, descritas como membros do Sul Global, comprometeram-se em partilhar “um amplo consenso” sobre as principais questões internacionais e regionais, sublinhando a importância de defender os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento.
O comunicado destaca ainda o compromisso das duas partes em reforçar a coordenação e a cooperação, com o objectivo de contribuir para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento globais e regionais.
Durante o diálogo, a União Africana reiterou o seu apoio ao princípio de Uma Só China, afirmando que Taiwan é “parte inalienável” do território chinês e reconhecendo o Governo da República Popular da China como o único governo legítimo que representa toda a China.
As duas partes reafirmaram também a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados, bem como de resolver disputas por meios pacíficos, no quadro do direito internacional.
No plano internacional, manifestaram preocupação com os recentes acontecimentos na Venezuela, defendendo o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas.
No domínio da cooperação económica e do desenvolvimento, a China e a União Africana concordaram sobre a importância de alinhar o Plano Quinquenal chinês com o Plano de Implementação da Agenda 2063 da UA e com os compromissos assumidos no âmbito do Fórum de Cooperação China–África (FOCAC).
As partes comprometeram-se ainda a aprofundar a cooperação em iniciativas como a Agenda 2063, o projecto de Silenciar as Armas em África até 2030 e a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), bem como nas iniciativas globais chinesas de segurança e boa governação.
O comunicado conclui com o compromisso de implementar plenamente os acordos e memorandos de entendimento existentes, com vista a garantir “benefícios concretos” para os povos africanos e chineses.
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