Thousands of people demonstrate against the Hungarian government's draft bill of pedophilia and LGBT issues at the parliament building of Budapest on June 14, 2021. The members of the Hungarian Parliament discuss this draft bill tomorrow. AFP / Gergely BESENYEI - A coverage of the demo will be sent by Budapest office soon. (Photo by Gergely BESENYEI / AFP)
A Federação Europeia de Jornalistas (EFJ) apelou ao político Péter Magyar, apontado como possível futuro primeiro-ministro da Hungria, para que inicie, sem demora, um amplo processo de consultas com organizações profissionais, académicos e a sociedade civil, com vista à implementação de reformas profundas no setor da comunicação social.
O apelo surge num contexto de crescente preocupação com o estado do pluralismo e da independência dos media no país. A EFJ defende que Péter Magyar deve dialogar diretamente com entidades como a MUOSZ e a HPU, bem como com especialistas e representantes da sociedade civil, para promover mudanças estruturais que garantam um ambiente mediático mais livre, diverso e transparente.
Preocupações com o estado da democracia e dos mediaNos últimos anos, a Hungria tem sido alvo de críticas por parte de instituições europeias e organizações internacionais devido ao enfraquecimento do Estado de direito e à concentração de meios de comunicação nas mãos de grupos próximos do poder político.
A EFJ alerta que a falta de pluralismo mediático compromete o funcionamento democrático, limitando o acesso dos cidadãos a informações independentes e diversas. Segundo a organização, a reforma do setor é essencial para assegurar uma imprensa livre, capaz de desempenhar o seu papel de vigilância e de serviço público.Pressão sobre a Comissão EuropeiaA presidente da EFJ, Maja Sever, sublinhou a necessidade de uma intervenção ativa da Comissão Europeia.
“A Comissão Europeia deve assumir seriamente o seu papel como guardiã dos Tratados”, afirmou, defendendo que a instituição europeia deve apoiar as novas autoridades húngaras na implementação de reformas que restaurem o Estado de direito.
Maja Sever destacou ainda a importância de criar um ecossistema mediático que sirva verdadeiramente os cidadãos, e não interesses privados ligados a oligarcas ou a círculos próximos do poder político, numa referência indireta ao atual primeiro-ministro Viktor Orbán.Um momento decisivo para o futuro político da HungriaO eventual acesso de Péter Magyar ao cargo de primeiro-ministro é visto como uma oportunidade para reconfigurar o panorama político e mediático do país. No entanto, analistas sublinham que o sucesso dessas reformas dependerá da vontade política, da pressão internacional e da capacidade de diálogo entre os atores envolvidos.
Num momento considerado crucial para a democracia húngara, a comunidade internacional acompanha de perto os desenvolvimentos, esperando sinais concretos de abertura, transparência e respeito pelos princípios fundamentais da União Europeia.
Marrocos continua fortemente dependente do exterior para garantir o seu abastecimento energético. Cerca de 88%…
Pela primeira vez na história, um Sumo Pontífice visita oficialmente a Argélia, país onde o…
Os Estados Unidos anunciaram a imposição de um bloqueio no estratégico Estreito de Ormuz, uma…
A cerca de 40 quilómetros de Cotonou, no Benim, uma vasta área de 1.640 hectares…
Após três anos de conflito armado, o Sudão enfrenta uma das mais graves crises humanitárias…
O Mali anunciou que deixou de reconhecer a República Árabe Saaraui Democrática como entidade estatal,…