Togo's President Faure Gnassingbe speaks during a joint news conference with Ivory Coast's President Alassane Ouattara (unseen) at the presidential palace in Abidjan, Ivory Coast November 20, 2017. REUTERS/Luc Gnago
O Togo tem vindo a reforçar a sua política de facilitação de circulação no continente africano, no âmbito de uma estratégia que visa promover a integração regional, o turismo e o comércio intra-africano.
A iniciativa enquadra-se numa tendência mais ampla de abertura progressiva de fronteiras entre países africanos, alinhada com os objectivos da Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZLECAf) e com os esforços da União Africana para facilitar a livre circulação de pessoas no continente.
Segundo informações associadas a reformas recentes no sector migratório, o país tem vindo a implementar medidas que simplificam a entrada de cidadãos africanos, incluindo regimes de isenção de visto ou procedimentos simplificados de entrada.
O objectivo declarado destas políticas passa por posicionar o Togo como um centro regional de mobilidade e negócios na África Ocidental, reforçando simultaneamente a sua atractividade turística e o ambiente de investimento.
Apesar destas medidas de abertura, os viajantes continuam sujeitos ao cumprimento das normas de imigração, segurança e saúde pública em vigor, incluindo eventuais requisitos administrativos prévios à chegada, dependendo do país de origem.
A nível continental, vários Estados africanos têm adoptado políticas semelhantes, com destaque para países como o Benim, Gâmbia, Ruanda e Seychelles, frequentemente referidos entre os mais abertos em termos de mobilidade intra-africana.
No entanto, a classificação exacta dos países totalmente isentos de vistos para todos os cidadãos africanos varia conforme os critérios utilizados por organizações internacionais, uma vez que alguns Estados aplicam sistemas híbridos de e-visa ou vistos à chegada.
A tendência geral, contudo, aponta para um movimento crescente de flexibilização de fronteiras no continente, considerado por analistas como um dos pilares fundamentais para a aceleração da integração económica africana.
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