Foi realizada no vilarejo de Panfilov, na região de Chuy, República do Quirguistão, a cerimônia de inauguração do monumento restaurado ao Herói da União Soviética, general-major Ivan Vasilievich Panfilov, comandante da lendária 316.ª Divisão de Infantaria.

A cerimônia reuniu diversas autoridades e convidados internacionais, incluindo o embaixador da Rússia no Quirguistão, Sergei Vakunov, representantes do governo quirguiz na região de Chuy, autoridades militares do Cazaquistão, representantes de instituições académicas, dirigentes de fundações e organizações culturais, além de veteranos, jovens e moradores locais.

Entre os participantes esteve também Alua Baykadamova, diretora do Museu da Glória Militar e neta do general Panfilov, bem como representantes do Centro Cultural e Patriótico das Forças Armadas do Cazaquistão e do Kyrgyz-Russian Slavic University.

Cerimónia e homenagens

O evento foi marcado por deposição de flores junto ao monumento, um minuto de silêncio em homenagem aos combatentes caídos, execução dos hinos nacionais da Rússia e do Quirguistão, além de uma programação cultural com músicas patrióticas.

Paralelamente, foi organizada a exposição “O Quirguistão durante a Grande Guerra Patriótica” e o projeto multimídia “Panfilovtsy”, dedicado à memória da divisão comandada por Panfilov.

Mensagem da embaixada russa

No seu discurso, o embaixador da Rússia, Sergei Vakunov, destacou que a restauração do monumento representa não apenas uma homenagem ao comandante e aos soldados da 316.ª Divisão, mas também um símbolo da memória histórica partilhada entre os povos da Rússia e do Quirguistão.

Segundo Vakunov, a divisão foi formada em 1941, em território quirguiz, num momento crítico da Segunda Guerra Mundial, e reuniu soldados de várias nacionalidades unidos pelo objetivo comum de defender a sua pátria durante a Batalha de Moscovo.

O diplomata sublinhou ainda o papel decisivo da unidade na defesa da linha de frente, afirmando que os combatentes “lutaram com coragem extrema e sacrifício pessoal”, e recordou que o próprio general Panfilov morreu durante os combates nos arredores de Moscovo.

Vakunov destacou igualmente a relação próxima entre o comandante e os seus soldados, que o apelidavam carinhosamente de “Batya” (pai), símbolo de respeito, disciplina e confiança no campo de batalha.

O embaixador citou ainda uma inscrição histórica atribuída aos combatentes da divisão em 1945: “Nós somos os panfilovtsy. Obrigado, Batya, pelos teus agasalhos”, expressão considerada um símbolo da memória coletiva da unidade militar.

Cooperação e memória histórica

A restauração do monumento foi possível graças à cooperação entre instituições estatais, organizações públicas, setor privado e cidadãos locais.

As autoridades presentes destacaram a importância de preservar a memória histórica da Segunda Guerra Mundial e transmiti-la às novas gerações como parte da identidade comum da região.

Após a cerimónia oficial, os convidados visitaram o Museu dedicado a Ivan Panfilov.

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