O Executivo angolano voltou a colocar a produção nacional no centro das prioridades económicas ao analisar, esta quinta-feira, um conjunto de medidas destinadas a fortalecer a capacidade produtiva interna, melhorar o escoamento dos bens produzidos no país e reduzir, de forma gradual, a dependência das importações.
As questões foram discutidas durante a reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo João Manuel Gonçalves Lourenço, onde também estiveram em apreciação temas ligados aos sectores das finanças, planeamento e sistema bancário.
Entre os principais pontos debatidos esteve a proposta de implementação de medidas complementares de estímulo à produção de bens essenciais.
A iniciativa prevê maior integração entre os agentes económicos e estabelece mecanismos que poderão reforçar a presença de produtos nacionais nos estabelecimentos comerciais, sobretudo daqueles cuja produção interna já apresenta níveis considerados suficientes para abastecer o mercado.
A estratégia enquadra-se na política de incentivo à economia interna e surge num momento em que o país continua a procurar alternativas para impulsionar a diversificação económica, reduzir a dependência externa e aumentar a participação da produção nacional no mercado de consumo.
No sector financeiro, a Comissão Económica analisou igualmente uma proposta de alteração da taxa de juro praticada pelo Banco de Desenvolvimento de Angola para o sector agropecuário.
A medida poderá representar um instrumento de apoio aos produtores, numa área considerada estratégica para o crescimento económico e para o reforço da segurança alimentar.Já no domínio do planeamento, os membros da Comissão apreciaram o balanço do primeiro trimestre de 2026 do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, documento que acompanha a execução dos programas e metas definidas pelo Executivo para os próximos anos.
O sector bancário também esteve em análise, com a apreciação de um relatório apresentado pelo Banco Nacional de Angola sobre a circulação de divisas no país, incluindo dados relacionados com a origem e o destino da moeda estrangeira durante os primeiros três meses de 2026.
As discussões acontecem num contexto em que Angola continua a enfrentar o desafio de acelerar a diversificação da sua economia, aumentar a produção interna e criar mecanismos capazes de fortalecer a sustentabilidade económica nacional.
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