A Rússia iniciou esta terça-feira uma vasta operação de exercícios militares centrada nas suas forças nucleares estratégicas, numa demonstração de poder que envolve também a Bielorrússia e reacende preocupações internacionais sobre uma possível escalada militar no leste europeu.
As manobras, programadas para decorrer entre 19 e 21 de maio, simulam a preparação e eventual utilização de armas nucleares em resposta ao que Moscovo classifica como “ameaças externas à segurança nacional”. Trata-se de um dos maiores exercícios deste tipo realizados nos últimos anos e ocorre num contexto de agravamento das tensões entre a Rússia, a NATO e os países ocidentais, em meio à continuidade da guerra na Ucrânia.
Segundo o Ministério da Defesa russo, participam na operação as Forças Estratégicas de Mísseis, unidades da aviação de longo alcance, as frotas navais do Norte e do Pacífico, além de contingentes dos distritos militares de Leningrado e Central.
No total, estão mobilizados mais de 200 lançadores de mísseis, cerca de 140 aeronaves militares, 73 navios de guerra e 13 submarinos, entre os quais unidades com capacidade de transporte e lançamento de ogivas nucleares.
A dimensão dos meios envolvidos confirma a importância estratégica atribuída por Moscovo a estas manobras.
Pela primeira vez, os exercícios incluem também simulações relacionadas com o uso de armas nucleares tácticas posicionadas em território da Bielorrússia, reforçando a cooperação militar entre Moscovo e Minsk.
A presença de armamento nuclear russo em solo bielorrusso tem sido acompanhada com crescente preocupação pelos países ocidentais, sobretudo devido à proximidade da Bielorrússia com membros da NATO, como a Polónia, a Lituânia e a Letónia.
As autoridades bielorrussas confirmaram igualmente a realização de exercícios complementares destinados ao apoio logístico e operacional dessas capacidades militares, embora tenham assegurado que as actividades “não representam ameaça para terceiros países”.
Apesar dessas garantias, a dimensão e o simbolismo das manobras estão a ser interpretados por analistas internacionais como uma forte mensagem de dissuasão estratégica enviada pelo Kremlin ao Ocidente.Especialistas consideram que, mais do que um exercício militar rotineiro, a operação pretende reafirmar a capacidade nuclear da Rússia num momento em que o conflito na Ucrânia continua sem solução política à vista e em que aumentam os sinais de desgaste nas relações entre Moscovo e as potências ocidentais.
A Ucrânia já reagiu com preocupação, classificando a crescente integração militar entre Rússia e Bielorrússia como um factor adicional de instabilidade regional. Autoridades ucranianas alertam para o risco de o território bielorrusso poder vir a ser utilizado para ampliar a pressão militar russa sobre a região.
A realização simultânea destes exercícios nucleares reforça o clima de insegurança no espaço euro-atlântico e reabre o debate internacional sobre os mecanismos de controlo de armamento e sobre os riscos de uma nova corrida estratégica entre potências nucleares.
Num cenário internacional cada vez mais marcado por rivalidades geopolíticas, as manobras russas surgem como um sinal claro de que a dimensão nuclear voltou a ocupar um lugar central nas estratégias de poder global.
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